Quando os primeiros humanos olharam para o céu, o que viram foi um aglomerado de estrelas, pontos luminosos formando uma estrada brilhante e leitosa, uma via láctea. Hoje, com as luzes das cidades, não mais conseguimos ver a nossa Galáxia em todo o seu esplendor, mas somente estrelas pontuais, mas o que víamos antes era um padrão que se movia pelos céus.

O ser humano sempre foi perito em identificar padrões na natureza, e isso se tornou uma vantagem evolutiva extraordinária, mas muito mais do que identificar padrões, o que nos tornou o que somos hoje foi a nossa capacidade de distinguir a quebra no padrão e assim, como no caso acima, percebemos que alguns pontos luminosos não seguiam os padrões de movimento das estrelas da Via Láctea, eram diferentes, se moviam em outra direção. Pois não eram estrelas, mas planetas flutuando em suas órbitas. Quando os caçadores buscavam sua caça, procuravam pela quebra no padrão da relva, por novos padrões, como pegadas, quebrando o padrão da lama lisa. Enquanto os homens caçavam, a mulheres observavam o padrão das cores para identificar e separar frutas verdes de frutas maduras. Isso é foco.

Focar não é observar um único objeto e não se importar mais com o todo, foco é entender o padrão do todo e buscar o que quebra esse padrão e aí sim, usar essa informação para seguir uma direção. Buscar uma nova vida, uma nova carreira é exatamente a necessidade de sair de um padrão estabelecido e criar um novo, é quebrar seus padrões para criar uma nova realidade. Coaching é quebrar padrões de pensamento e construir novos paradigmas.

Quebra de padrão.

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